PECADO? BENDITO SEJA
Nara
Pamplona
Com tez perolada e olhos da cor de
graúna,
Chegastes como um vulcão em erupção
Espalhando
suas ardentes lavas em meu coração,
Incendiando meu corpo com
as chamas da paixão...
Como sabia dedilhar as cordas
de minhas emoções,
Compondo sinfonias com sons de agonia e
ansiedade
Levando-me ao mais alto cume da
exaltação,
De infinito gozo, prazer,
saciedade...
Nossos corpos confundiam-se como se fora
uno,
Em afinado, infinito, apaixonado entrelace...
E o
amor adentrava em todos nossos poros,
Com nossas bocas em
beijos sugados, molhados...
Suas mãos percorriam o
campo vasto de minha pele,
Com suavidade, firmeza, acasaladas
com avidez,
E um carrossel de frenesi, prazeres,
tremores,
Girava em voltas enlouquecedoras, sem
fim...
A trégua que parecia adormecida com tanto
êxtase,
Acordava com a fúria da explosão final,
E
nossos corpos aquietavam-se, saciados,
Aguardando não
tardasse a próxima erupção...!!!
Rio,
18/10/2008
Ciranda, com o mesmo título organizada por
LuliCoutinho