Nara Pamplona
Se
meus dias são como galhos secos,
De uma árvore que, antes
frondosa,
Feneceu sem o adubo da sua paixão,
Sem a água cristalina e
límpida do seu amor...!
Se meus passos, que deixavam pegadas
firmes
Nos caminhos que trilhava com segurança, sem medos,
Tornaram-se
trôpegos e vacilantes,
Sem a sua presença serena a me
acompanhar...!
Se minha cama tornou-se fria, sem o calor do seu
corpo,
Minhas confidências mais íntimas calam-se,
Pela falta de seu
ouvir tranquilo e quieto,
Petrificando-se pela falta de sua resposta sábia
e afetuosa...!
Se não consigo curar a chaga que consome meu
coração,
Afastar o vazio da solidão que empana meus sentidos,
As
lágrimas que ainda rolam soltas em meu rosto,
O amargo saber que não tenho
mais você...!